Viabilidade da obra, entenda de uma vez do que se trata.

viabilidade da obra
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Antes de se iniciar a construção de qualquer edificação, seja para o setor público ou privado, é necessário analisar a viabilidade da obra. Isto é, se é uma obra que faz sentido no campo econômico e estrutural, se é a melhor solução e se ela não causará mais impactos negativos do que, eventualmente, resolver os problemas para os quais foi pensada.  

Dessa maneira, saber o que define a viabilidade da obra e saber quais são os elementos que fazem com que a obra se torne viável são fundamentais para que uma obra seja bem-sucedida e lucrativa para a empresa. Fizemos este breve artigo com o objetivo de esclarecer essas questões. Continue lendo e confira!  

Características que definem a viabilidade da obra 

A viabilidade da obra é um elemento que engloba inúmeros elementos. O mais conhecido e, talvez, o principal deles, é a questão econômica. Obras viáveis são aquelas que ‘se pagam’, ou que apresentam custos que estão de acordo com o problema que ele vai resolver.  

Por exemplo, a construção de um hotel deve custar menos do que a arrecadação futura em um tempo estimado previamente — 2, 5 ou 10 anos, por exemplo. A construção de uma ponte ligando duas cidades deve facilitar e oferecer benefícios que superem os gastos com a sua construção e justifiquem as obras, ainda que não gerem retornos no curto ou médio prazo. 

O segundo exemplo é muito observado em obras públicas, quando o Estado precisa construir obras de infraestrutura para melhorar a qualidade de vida, infraestrutura ou mesmo a economia de uma região. Ao construir a ponte Rio-Niterói, foi necessário avaliar os impactos positivos na conexão entre as duas cidades. Segundo os engenheiros responsáveis, os grandes gastos seriam compensados pela ligação rápida entre as duas cidades. 

Hoje em dia, é impossível pensar em Niterói sem essa ponte, e o tráfego de veículos justifica sua construção, ainda na década de 1970. Todavia, às vezes o Estado erra e constrói obras sem necessidade, os chamados elefantes brancos.  

Além disso, há outros elementos que devem ser analisados, como a viabilidade ambiental. Há regulações especificas para cada tipo de vegetação, e algumas delas impedem que sejam construídas edificações pensadas inicialmente. Por exemplo, em regiões de mangue (APP), não se pode edificar nada.  

Se um empreendedor desavisado comprar um terreno em área de mangue para construir um restaurante, ele não conseguirá concluir a sua ideia de forma legal. E, se insistir na ideia, a justiça pode penalizá-lo com diversas multas e derrubar o empreendimento.  

Outro tipo de viabilidade que podemos citar está relacionado à logística. Esse estudo é ligado, basicamente, a analisar a infraestrutura próxima ao terreno onde será construída a edificação, avaliando se a demanda pode ser acolhida pela edificação naquela região. Isto é, se há estradas, ônibus ou metrô para que as pessoas consigam chegar ao local.  

Qual a importância para a obra?

A viabilidade da obra é o que define se vale a pena ou não construir uma determinada edificação. Sem o estudo de viabilidade, o agente público ou empreendedor aposta no escuro, com base nos desejos que tem sobre a obra — que nem sempre vão ao encontro das necessidades e da realidade cultura, social e econômica de uma determinada cidade ou região.  

Embora estudos de viabilidade, ainda que arcaicos, sejam feitos desde que o homem se organizou em civilizações, a aplicação do estudo de viabilidade de forma técnica e formal se tornou elemento basilar da construção civil apenas com a profissionalização da profissão, a partir da criação de cursos de graduação e institutos que regulam a construção civil e o trabalho do engenheiro e arquiteto.  

O que fazer para tornar uma obra viável  

Mesmo que em um primeiro momento um projeto se mostre inviável, é possível propor algumas alterações para que ele passe a ser viável. O primeiro ponto que você pode verificar é a adoção de materiais mais baratos, tornando a obra mais barata. Além disso, podem ser feitas mudanças no projeto, com o objetivo de diminuir os gastos.  

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Vamos pensar no exemplo de uma ponte, por exemplo. Se ela tem três vias para cada sentido (mão e contramão), ela pode ser reduzida em até duas vias, de acordo com a necessidade e os cálculos realizados pela engenharia de tráfego. A redução das faixas reduz o peso sobre as fundações, a quantidade de concreto e asfalto necessária para pavimentar a ponte, etc.  

Se o problema se dá por conta da inviabilidade logística, é possível, em grandes empreendimentos, fazer modificações da malha viária. Muitos shoppings são obrigados a fazer alterações para que não se crie congestionamentos em sua entrada, por exemplo.  

Se o problema se dá por conta de questões ambientais, pode se estudar alternativas para compensar o dano causado, como replantio, ou utilização de técnicas que têm como objetivo preservar o meio ambiente. Em todos os casos, é necessário estar amparado no acordo com o contratante e a legislação vigente.  

Como o orçamento de obra pode auxiliá-lo a garantir a viabilidade da obra 

Como você pode observar anteriormente, grande parte da viabilidade de uma obra está relacionado ao seu aspecto econômico. Ou seja, se uma obra é muito cara e o empreendimento não compensa o investimento, ela se torna inviável. Contudo, com a aplicação do orçamento de obra, os custos de obra podem reduzir de forma significativa, levando a obra a se tornar viável. 

Claro que isso varia de acordo com cada situação particular. E mesmo em obras viáveis, a aplicação de um bom orçamento de obras ajuda a enxugar os custos e aumentar o lucro da empresa responsável pela obra. Para isso, é fundamental conhecer e compreender o relatório de viabilidade de obra.  

Sendo assim, a viabilidade é elemento chave para que se decida se o projeto vale a pena sair do papel. Cada tipo de projeto exige análises diferentes, mas todos eles devem levar em consideração o orçamento de obras durante a análise da viabilidade de obra. Além disso, outros elementos como gerenciamento de obra devem ser levados em consideração, tanto para atenuar custos, quanto para melhorar a qualidade da construção. 




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