Uso do BIM será obrigatório na construção civil a partir de 2021 no Brasil

Orçamento de Obras
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Equipe econômica do atual governo vai obrigar uso do BIM no Brasil a partir de 2021 para construção civil pública

Em 2018, o governo federal propôs disseminar o uso da Modelagem da Informação da Construção (BIM), no Brasil. O anúncio foi feito
durante o Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), em maio daquele ano.

O presidente à época, Michel Temer formalizou proposta de promover um ambiente adequado ao investimento em BIM. Expôs ainda o interesse de disseminar a Modelagem da Informação da Construção no Brasil.

Junto com ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Lima, eles assinaram o decreto 9.377, pelo qual institui a estratégia nacinal de disseminação do BIM.

Com base em estudos feitos pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), com a adesão das indústrias ao BIM, prevê-se aumento em 10% da produtividade do setor de construção civil, e ainda, redução de 20% nos custos das obras públicas.

BIM obrigatório em 2021

Com o decreto em vigor desde 2018, a equipe econômica do atual governo de Jair Bolsonaro estuda tornar o uso obrigatório do BIM pelas construtoras até 2021. Dessa maneira, espera-se baratear em 20% os investimentos feitos no principal projeto de habitação popular do Brasil, o “Minha Casa, Minha Vida”.

Com o uso do BIM, espera-se baratear em 20% os investimentos feitos no principal projeto de habitação popular do Brasil, o “Minha Casa, Minha Vida”.

Além da redução significativa dos gastos, a utilização do BIM deve melhorar diversos outros aspectos das obras. A modelagem garante agilidade nos processos envolvidos, melhor visualização e entendimento geral através de projetos em 3D.

Além disso, promover aumento da qualidade de informações agregadas ao projeto, assim como a segurança da construção.

O governo federal estuda, ainda, a possibilidade de fornecer a tecnologia gratuitamente no futuro a empreiteiras de pequeno porte, por serem necessárias para sua implementação, e serem ferramentas consideradas caras.

Comitê Gestor do BIM

Instituições como a ABDI terão a tarefa de tornar o BIM mais acessível até 2021. O trabalho envolverá grandes empresas de software, bem como poderosas empreiteiras que lideram o setor da construção.

O decreto de 2018 instituiu um Comitê Gestor da Estratégia BIM – BR (CG-BIM) para intermediar questões que, porventura, possam prejudicar o objetivo do governo para 2021.

O CG-BIM é composto por representantes da Casa Civil, ministérios como da Industria, Defesa, Transportes, Saúde, Planejamento, Ciência e Tecnologia, Cidades e Secretaria Geral da Presidência da República.

O decreto de 2018 instituiu um Comitê Gestor da Estratégia BIM - BR (CG-BIM)

O CG-BIM terá de desenvolver, até 2021, soluções práticas para tornar realidade e viabilizar a obrigatoriedade do BIM no mercado da construção civil pública, visando, segundo a equipe econômica do atual governo, “digitalizar” a economia.

Pelo decreto, as reuniões do CG-BIM serão realizadas a cada quatro meses, no mínimo, e os órgãos presentes poderão convidar representantes de outras entidades, públicas ou privadas. Porém, os convidados não terão direito a voto nas sessões.

Atribuições do CG-BIM

Os representantes envolvidos no Comitê Gestor-BIM terão o compromisso de:

  • – Definir ações necessárias para o alcance dos objetivos da estratégia
  • – Atuação para que os programas sejam eficientes, além de difundidos
  • – Articulação com instâncias de outros países e estados
  • – Revisão periódica da estratégia

O Comitê Gestor da Estratégia BIM BR ainda terá um suporte de Grupo Técnico (BTEC – BIM). Ele é composto por servidores públicos e/ou militares.

Investimento em obras públicas

Em 2018, o governo federal investiu mais de R$ 1,23 trilhão na execução de quase 90 mil obras no país. Os números estão no Painel de Obras, criado pelo governo federal naquele mesmo ano.

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Isso visa à garantia da transparência das ações da pasta da infraestrutura. Exemplo disso, são os programas como o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), Avançar e Siconv.

Resultados esperados

O Ministério da Industria, Comércio Exterior e Serviços criou conteúdo no qual lista alguns resultados esperados da Estratégia BIM BR. No livreto estão relacionadas boas práticas para obtenção de resultados da proposta de incentivo ao BIM. Maior produtividade na indústria da construção civil, por exemplo, é uma das metas.

Estratégia BIM BR

O livreto também destaca os objetivos específicos para a disseminação do BIM no país. Exemplo disso, é estruturar o setor público para a adoção da metodologia. Sobretudo, criar condições favoráveis para o investimento, público e privado, em BIM.

Alguns objetivos específicos listados

–  Estimular a capacitação em BIM

Propor atos normativos que estabeleçam parâmetros para as compras e contratações púbicas com uso do BIM

Desenvolver normas técnicas guias e protocolos específicos para a adoção do BIM

Desenvolver a plataforma e a Biblioteca Nacional BIM

Estimular o desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias relacionadas ao BIM

Incentivar a concorrência no mercado por meio de padrões neutros de interoperabilidade. Isso significa a capacidade de um sistema se comunicar de forma transparente com outro sistema BIM

Indicadores e metas

Também citados no livreto, os principais indicadores e metas do BIM BR são:

Aumentar a produtividade das empresas em 10% (produção por trabalhador das empresas que adotarem o BIM)

Reduzir custos em 9,7% (custos de produção das empresas que adotarem o BIM)

Aumentar em 10 vezes a adoção do BIM (hoje 5% do PIB da construção civil adota o BIM. A meta é que 50% do PIB da construção civil adote o BIM)

Elevar em 28,9% o PIB da construção civil (patamar inédito de produção).

Faça o download em PDF do livreto.

OrçaBIM neste novo cenário

Por conta de toda esta exigência e planejamento compulsórios estabelecido pelo governo, o OrçaFascio, criou recentemente o plugin OrçaBIM. A ferramenta supri as necessidades devidas à futura obrigatoriedade do uso do BIM. A ferramenta é integrada ao Autodesk Revit, um dos programas-base para os trabalhos com essa metodologia.

O OrçaBIM possui interface acessível e foi otimizada para o desenvolvimento de projetos multidisciplinares e colaborativos, base e premissa que são para todo o processo.

Faça mais com OrçaBIM

A ferramenta do OrçaFascio é financeiramente viável. Possui valor agregado por garantir redução do tempo de trabalho e evasão de custos orçamentários. Para quem já utiliza o plugin, a ferramenta torna-se mais prática pela exportação automática de dados, entre outros benefícios. Instale o plugin.

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