ORÇABIM – QUANTITATIVOS – CRITÉRIOS COM FÓRMULAS – PARTE II

Orçamento de Obras
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QUANTIFICANDO INFORMAÇÕES NÃO GEOMETRICAMENTE MODELADAS

Dando continuidade à nossa série de artigos sobre a utilização prática do trio de ferramentas Orçafascio, OrçaBIM e Revit visando a orçamentação dos modelos BIM, vamos hoje falar sobre a quantificação de informações que não estão geometricamente modeladas no protótipo BIM dos projetos e da capacidade do OrçaBIM de buscar estas informações fora das tabelas do Revit, diretamente em parâmetros de tipo, de instância ou compartilhados.

QUANTITATIVOS DE MOVIMENTAÇÃO DE TERRA PARA FUNDAÇÕES DIRETAS

Em projetos com fundações diretas em sapatas isoladas, mesmo que em terrenos planos, é comum a movimentação de terra (escavações, reaterros e retiradas), além do concreto magro que é colocado na base das sapatas, serem itens que, apesar de precisarem ser quantificados e orçados, não são modelados (não possuem geometrias modeladas) nos projetos executados com ferramentas BIM. No entanto, o emprego de fórmulas com a utilização de parâmetros das geometrias modeladas, no caso as sapatas, nos permitem listar tais quantitativos em tabelas no Revit, como podemos visualizar na imagem da Figura 1.

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Figura 1 – Tabela no Revit – projeto de fundações com informações não modeladas.

Vejamos como fazer, primeiro no Revit para gerar as tabelas e depois no OrçaBIM, onde poderemos queimar algumas etapas deste processo. A coluna de ÁREA DA BASE conseguimos com a multiplicação dos parâmetros SLA e SLB (medida dos lados da sapata – parâmetros da família específica do Revit – ver artigo anterior).

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Figura 2 – Criando a coluna ÁREA DA BASE para a tabela, através de multiplicação de parâmetros (fórmulas).

Para a coluna ÁREA DA BASE PARA ESCAVAÇÃO vamos também utilizar fórmulas, acrescentando 30cm de cada lado da medida da sapata, em cada uma das direções ortogonais, visando garantir uma folga que torne possível o serviço de escavação. A fórmula, então, seria a seguinte: (SLA+60cm) x (SLB+60cm).

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Figura 3 – Fórmula para a ÁREA DA BASE PARA ESCAVAÇÃO.

A coluna de CONCRETO MAGRO, obtemos pela simples multiplicação dos valores da ÁREA DA BASE PARA ESCAVAÇÕES pela espessura de 5cm, normalmente utilizada pelas obras para esta camada de concreto magro, colocada abaixo das sapatas. Teremos, assim, a coluna com o volume das bases em concreto magro.

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Figura 4 – Fórmula estabelecida para a coluna da tabela referente ao volume de CONCRETO MAGRO

Para a coluna de ESCAVAÇÃO vamos utilizar a ÁREA DA BASE PARA ESCAVAÇÕES, que já está acrescida das folgas necessárias ao serviço, e multiplicar pela altura de escavação, conforme a Figura 5; assim obtemos o volume escavado para cada sapata.

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Figura 5 – Fórmula utilizada para a coluna da tabela relativa ao volume de escavação.

O volume de REATERRO podemos obter diminuindo do volume de escavação o volume ocupado pelas peças estruturais. Na Figura 6 podemos ver a fórmula utilizada nesta coluna da tabela do Revit.

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Figura 6 – Fórmula para o volume de ESCAVAÇÃO a ser colocado na tabela do Revit.

Finalmente o volume de BOTA-FORA pode ser obtido pela subtração do volume de REATERRO do volume de ESCAVAÇÃO, multiplicado por um coeficiente de empolamento (percentual de acréscimo no volume de escavação para o terreno, não mais confinado naturalmente).

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Figura 7 – Volume de BOTA-FORA para a tabela do Revit.

QUANTITATIVOS DE MOVIMENTAÇÃO DE TERRA OBTIDO PELO ORÇABIM

Como já visto no primeiro artigo desta série, o OrçaBIM pode queimar etapas também com a utilização de fórmulas para obtenção dos quantitativos. As diferenças e vantagens maiores ficam por conta de o aplicativo poder utilizar parâmetros de instância, que não são aceitos em tabelas no Revit. Isto significa que, no caso das peças de projetos estruturais, não é necessário editarmos famílias para colocação de parâmetros compartilhados extras, pois o OrçaBIM vai conseguir “pegar” as medidas necessárias em parâmetros de tipo ou de instância, padrões das famílias no Revit, para utilizarmos da melhor forma em fórmulas. O contexto do projeto poderemos ver na Figura 8: são fundações diretas em sapatas isoladas; estamos quantificando e orçando os itens relativos aos serviços de movimento de terra e concreto magro destas 176 fundações.

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Figura 8 – Contexto do projeto em estudo para quantificação e orçamentação do movimento de terra e concreto magro.

Podemos verificar os serviços e quantitativos marcados na tabela do Revit pela Figura 9, em conformidade com o anteriormente descrito neste artigo.

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Figura 9 – Quantitativos listados em tabela do Revit para o projeto de estudo.

Reparem, agora, os quantitativos levantados pelo OrçaBIM; todos os quantitativos batem com os relatados na tabela do Revit, como esperávamos (Figura 10).

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Figura 10 – Os quantitativos e orçamento em estudo, na janela do OrçaBIM.

Devemos notar, no entanto, que o OrçaBIM não necessita das tabelas do Revit, pois ele pode buscar os parâmetros diretamente no modelo BIM. Vamos ver como cada um dos critérios para os quantitativos foram montados no aplicativo. Primeiro, para ESCAVAÇÕES, utilizaremos o critério de fórmulas (Figura11).

Figura 11 – Critério de fórmulas do OrçaBIM para as escavações.

Na Figura 11 acima, a fórmula já foi descrita anteriormente, pois possui o mesmo formato necessário para que funcione nas tabelas do Revit. A diferença, como já relatamos, é que não precisamos utilizar os parâmetros compartilhados criados nas famílias; utilizamos os próprios parâmetros de tipo (DIMX e DIMY) originais das famílias de sapatas, o que pode economizar um grande trabalho de edição de famílias, objetivando levantamentos quantitativos.

Figura 12 – Fórmula para o critério do item REATERRO no OrçaBIM.

A quantificação do BOTA-FORA (retirada de materiais excedentes das escavações,após a concretagem das sapatas e do reaterro) também é resolvida diretamente com fórmula (Figura 13):

Figura 13 – Fórmula do critério para quantificação do BOTA-FORA pelo OrçaBIM.

No último item, CONCRETO MAGRO, utilizaremos a seguinte fórmula:

Figura 14 – Fórmula do critério para quantificação do CONCRETO MAGRO pelo OrçaBIM.

Importante frisar que este trabalho de criação de critérios fica guardado com os orçamentos no servidor WEB do Orçafascio, e poderão ser reutilizados em outros projetos, sem a necessidade de retrabalho. É o que estamos chamando de “templates orçamentais”, terminologia mais comum às ferramentas BIM.

Como “cereja do bolo”, para finalizarmos o artigo de hoje, mostramos na Figura 15 abaixo, o formato dos relatórios destes critérios e quantitativos, fornecidos pelo OrçaBIM, em planilhas Excel.

Até o próximo artigo!

Figura 15 – Relatório de quantitativos e critérios do OrçaBIM.

DIONÍSIO AUGUSTO AMERICANO DE NEVES E SOUZA

Engenheiro Civil, com 36 anos de experiência em engenharia estrutural, possui várias especializações na área de estruturas e pós-graduação em Gestão Empresarial.

Atuou como diretor técnico e sócio de construtora com sede no Rio de Janeiro, por 15 anos.

Exerceu a função de professor universitário, coordenador de Escritório Modelo de projetos, coordenador de curso e diretor de Centro Universitário particular no Rio de Janeiro (1999-2009).

Trabalhou como estagiário e assumiu a função de engenheiro calculista estrutural no escritório de projetos do Professor Francisco Ney Lèbre e Azevedo Pondé (UFRJ) e depois em empresa própria, a Proger Engenharia Ltda, desde 1999 até esta data.


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