ORÇAFASCIO/ ORÇABIM – TEMPLATES ORÇAMENTAIS E ORÇAMENTO FEDERADO

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Dando continuidade à nossa série de artigos sobre a utilização prática do trio de ferramentas Orçafascio, OrçaBIM e Revit visando a orçamentação dos modelos BIM, vamos hoje conversar sobre o que nomeamos de Templates Orçamentais e Orçamento Federado, dentro do fluxo de trabalho BIM diretamente ligado à disciplina de estruturas.

PARTICIONANDO OS MODELOS EM PROJETOS DE MAIOR PORTE

A decisão de criarmos modelos separados para cada uma das disciplinas de projeto (arquitetura,estrutura, instalações, etc) que serão agrupados em um modelo central (modelo federado) é bem comum no fluxo de trabalho de projetos BIM. No entanto,também é comum, em projetos maiores,que os modelos de cada uma das disciplinas sejam da mesma forma particionados, tendo como estratégia mais comum de particionamento a própria sequência de execução da obra. No projeto estrutural de edificações multifamiliares verticais (prédios residenciais), por exemplo, é comum termos a seguinte tipologia para a superestrutura: (1) Pavimento Térreo; (2) Primeiro Teto;(3) Teto Tipo (que se repete várias vezes); (4) Cobertura (último teto); (5) Casa de Máquinas e Caixas D ́água. Lembramos que a arquitetura considera, em planta, o pavimento que representa cortando a uma altura média e “olhando” para baixo, enquanto a planta de formas de estrutura, também cortando a uma altura média, “olha” para cima (daí a utilização da nomenclatura de “teto” ao invés de “piso”–exceção para o piso do pavimento térreo (no nível ou próximo ao nível do terreno).No modelo de estudos para este artigo, agrupei os itens (4) e (5)acima descritos, chamando de Ático, como veremos mais adiante. Poderemos ver a estratégia de particionamento do modelo na sequência de imagens abaixo.

Figura 1 - Link para o piso do Pavimento Térreo.
Figura 1 – Link para o piso do Pavimento Térreo.

Notar que o primeiro teto de um projeto estrutural, mesmo recebendo um pavimento tipo arquitetônico, pode diferir dos demais tetos tipo estruturais pois, embora receba a mesma carga dos demais tetos (tipos), as peças estruturais devem “se esconder” na arquitetura do pavimento térreo (com ambientes diferentes do pavimento tipo arquitetônico).

Normalmente, devido à comum estratégia do rebaixamento de forro em gesso, as diferenças costumam ser nas alturas das vigas periféricas, mais altas que as do pavimento tipo, para que sirvam de respaldo final ao rebaixo do forro, caracterizando, portanto, um desenvolvimento estrutural diferente do teto tipo. Na figura abaixo, o link para o Primeiro Teto do projeto estrutural.

Figura 2 - Link para o Primeiro Teto
Figura 2 – Link para o Primeiro Teto.

Vejam, na Figura 3, a marcação do mesmo link em uma elevação da edificação.

Figura 3 - Primeiro Teto marcado na elevação da edificação.
Figura 3 – Primeiro Teto marcado na elevação da edificação.

Na Figura 4, a marcação do link para o teto tipo, que no caso em estudo se repete 9 vezes no modelo federado.

Figura 4 - Link para o Teto Tipo (que se repete por nove vezes no modelo federado).
Figura 4 – Link para o Teto Tipo (que se repete por nove vezes no modelo federado).

E finalmente na Figura 5 o link para a Cobertura, Casa de Máquinas e Caixas D´água (Ático).

Figura 5 - Link para a Cobertura, Casa de Máquinas e Caixas D´água (Ático)
Figura 5 – Link para a Cobertura, Casa de Máquinas e Caixas D´água (Ático).

Como o modelo central (federado) montado, podemos partir diretamente para vincular os itens orçamentários a cada uma das partes e o orçamento completo (da etapa de superestrutura) ao modelo federado. Veremos mais adiante como proceder, passo a passo, mas antes vamos conversar sobre os Templates Orçamentais.

O TEMPLATE ORÇAMENTAL PARA A SUPERESTRUTURA – ORÇAFASCIO / ORÇABIM

Tenho a disposição na minha assinatura WEB do Orçafascio um Template Orçamental específico para esta tipologia de edificação, muito comum em meus projetos, composta por um pavimento térreo, pavimentos tipo, cobertura e área técnica superior (casa de máquinas de elevadores e caixas d´água), conforme a Figura 6 abaixo.

Figura 6 – Template Orçamental – 000A TEMPLATE ESTRUTURA COM CRITÉRIOS ORÇABIM TE-PT-TT-AT R00
Figura 6 – Template Orçamental – 000A TEMPLATE ESTRUTURA COM CRITÉRIOS ORÇABIM TE-PT-TT-AT R00

Costumo nomear os templates de forma que eu não tenha dúvida sobre a sua utilização. O nome 000A TEMPLATE ESTRUTURA COM CRITÉRIOS ORÇABIM TE-PT-TT-AT R00 significa que é um template para a disciplina de estrutura, parte da superestrutura do térreo (TE), primeiro teto (PT), teto tipo (TT) e ático (AT –  aqui representando a cobertura e áreas técnicas superiores de casa de máquinas de elevadores e caixas d´água). O 000A é uma referência de código e o R00 o número da revisão do template.

A característica principal deste template, além de ser exclusivo para a superestrutura deste tipo de edificação, é o benefício de já estarem gravados nele todas as decisões sobre os critérios de pesquisa das peças estruturais para quantificação pelo OrçaBIM das partes do modelo, bem como os itens de composições de custos pertinentes do banco de dados de orçamento escolhido (aqui neste estudo de caso o SBC).

Notar também, na Figura 6, que, embora os critérios de pesquisa do OrçaBIM já estejam gravados no Template Orçamental, a coluna de quantitativos está zerada, pois o banco de dados de orçamento foi estabelecido (SBC), mas os modelos ainda não foram vinculados.

O Template Orçamental deve ter esta característica: não estar vinculado a nenhum modelo específico, embora a tipologia do projeto e critérios já estejam definidos.

CRIANDO O ORÇAMENTO ESPECÍFICO PARA O MODELO FEDERADO, BASEADO NO TEMPLATE

O primeiro passo para a criação do novo orçamento baseado no Template Orçamental é a duplicação do orçamento para renomearmos, a nosso critério, e manter intacto o orçamento de origem (que no caso é o nosso Template Orçamental). Este processo é feito no ambiente do Orçafascio, com o Template Orçamental pertinente carregado, conforme a Figura 7 abaixo.

Figura 7 - Duplicando o Template Orçamental e criando o novo orçamento.
Figura 7 – Duplicando o Template Orçamental e criando o novo orçamento.

Após a cópia do Template Orçamental renomeamos conforme a Figura 8.

Figura 8 - Janela de diálogo para Copiar Orçamento.
Figura 8 – Janela de diálogo para Copiar Orçamento.

O resultado da operação é um novo orçamento, nomeado (Figura 9) e ainda com os quantitativos zerados (pois ainda não está vinculado a nenhum modelo).

 9 – Novo orçamento já nomeado (baseado no Template Orçamental específico)
Figura 9 – Novo orçamento já nomeado (baseado no Template Orçamental específico)

O próximo passo será vincular os itens do orçamento referentes ao Piso do Térreo, Primeiro Teto, Teto Tipo e Ático  aos distintos modelos do desenvolvimento estrutural, que depois serão consolidados no modelo federado (Figuras 1, 3, 4 e 5 respectivamente).

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Na Figura 10 abaixo, a vinculação ao modelo do Piso do Térreo, que se dá através do botão Vincular á Etapa, depois de identificar o nome do orçamento principal no menu que gera a listagem de orçamentos de sua base no Orçafascio (comandos Vincular Orçamento no menu do OrçaBIM e depois, na janela que se abrirá, escolher o orçamento e pressionar o botão Vincular à Etapa).

A atenção é necessária para o fato de que estamos vinculando, primeiro, as etapas do orçamento a cada modelo parcial de cada nível de desenvolvimento estrutural, para depois vincular o orçamento principal (contendo todas as etapas) ao modelo completo (federado).

Figura 10 - Escolhendo o orçamento à Vincular à Etapa.
Figura 10 – Escolhendo o orçamento à Vincular à Etapa.

Na próxima janela de diálogo do programa, vamos, efetivamente, vincular a etapa do orçamento ao modelo específico. Aqui, ao modelo do piso do pavimento térreo (Figura 11).

Figura 11 - Vinculando à etapa do Pavimento Térreo
Figura 11 – Vinculando à etapa do Pavimento Térreo.

Com isso, nos vai aparecer a próxima janela de diálogo do OrçaBIM, somente com o item referente à etapa. Nesta janela devemos utilizar o botão Sinc.Etapa, para que os quantitativos possam ser lidos pelo programa.

Figura 12 - Sincronizando a etapa do Piso do Pavimento Térreo.
Figura 12 – Sincronizando a etapa do Piso do Pavimento Térreo.

Este mesmo procedimento, em três etapas como mostrado acima, devemos executar para cada um dos modelos específicos dos pavimentos, conforme a sequência de figuras abaixo (não vamos mais repetir, nas figuras, os passos das Figuras 10 e 11; e mostraremos apenas, para cada modelo, o passo equivalente à Figura 12 referente ao Térreo.

Figura  13 - Sincronizando a etapa do Primeiro Teto
Figura  13 – Sincronizando a etapa do Primeiro Teto
Figura  14 - Sincronizando a etapa dos Tetos Tipo
Figura  14 – Sincronizando a etapa dos Tetos Tipo

Importante notar, na etapa de sincronização do modelo do Teto Tipo, que ao se executar tal sincronização, por enquanto, neste modelo parcial, será contabilizado apenas um teto. A totalização (9 tetos) será executada automaticamente pela vinculação do Modelo Federado (completo) ao Orçamento Federado (com todas as etapas da Superestrutura), como veremos adiante.

Sincronizaremos agora o último modelo parcial: o modelo da Cobertura, Casa de Máquinas e Caixas D´água (Ático).

Figura  15 - Sincronizando a etapa da Cobertura, Casa de Máquinas e Caixas D´água
Figura  15 – Sincronizando a etapa da Cobertura, Casa de Máquinas e Caixas D´água.

Estamos prontos agora para última etapa. Se estivermos com algum modelo parcial aberto no Revit, precisamos fechá-los. Agora podemos abrir o Modelo Federado, que contém todos os links dos modelos parciais.

Figura  16 - Abrindo no Revit o Modelo Federado
Figura  16 – Abrindo no Revit o Modelo Federado.

Vamos então vincular o orçamento principal de toda a Superestrutura ao Modelo Federado. Desta vez não vamos mais utilizar o botão Vincular à Etapa, mas sim o botão Vincular (com o nome do Orçamento Federado selecionado (veja a Figura 17 abaixo):

Figura  17 - Vinculando o Orçamento completo ao Modelo Federado
Figura  17 – Vinculando o Orçamento completo ao Modelo Federado

No menu do OrçaBIM, vamos no comando Editar Orçamento e logo após em Sinc.Orçamento:

Figura  18 - Editando e Sincronizando o Orçamento Federado
Figura  18 – Editando e Sincronizando o Orçamento Federado.

Devemos notar que nos itens principais do Orçamento Federado (Figura 18), o símbolo que identifica o link de cada modelo parcial aparece e as repetições são consideradas de forma automática! O Orçamento Federado da Superestrutura está pronto!

Se abrirmos, por um navegador WEB, nossa conta do Orçafascio, tudo estará sincronizado e os relatórios do orçamento poderão ser impressos ou gravados em pdf.

Figura  19 - O Orçamento Federado pronto na base da conta do usuário no Orçafascio
Figura  19 – O Orçamento Federado pronto na base da conta do usuário no Orçafascio.

Neste artigo, torna-se evidente a importância da criação de Templates Orçamentais, visando a tipologia dos projetos que executamos bem como o planejamento adotado no Plano de Execução BIM, e quanto este procedimento nos economizará tempo durante o desenvolvimento do projeto.

Notamos também que o Template Orçamental, já na forma do orçamento de nossos projetos, com o OrçaBIM, nos permite tomar decisões importantes. Como exemplo podemos destacar, nos projetos estruturais com orçamentos vinculados desde o desenvolvimento de etapas bem precoces dos modelos, a facilidade com que monitoramos o consumo de insumos e com isso decidir sobre a otimização das peças estruturais (lajes, vigas, pilares, etc) em tempo real de concepção.

A frase que gosto: “O orçamento, no OrçaBIM, pode ficar “pronto” antes da concepção do modelo!”

No próximo artigo, conversaremos sobre os critérios utilizados no OrçaBIM para a confecção deste Template Orçamental que mostramos e o relatório de quantitativos que o programa fornece.

Até lá!


foto: Dionisío Souza

DIONÍSIO AUGUSTO AMERICANO DE NEVES E SOUZA

Engenheiro Civil, com 36 anos de experiência em engenharia estrutural, possui várias especializações na área de estruturas e pós-graduação em Gestão Empresarial.

Atuou como diretor técnico e sócio de construtora com sede no Rio de Janeiro, por 15 anos.

Exerceu a função de professor universitário, coordenador de Escritório Modelo de projetos, coordenador de curso e diretor de Centro Universitário particular no Rio de Janeiro (1999-2009).

Trabalhou como estagiário e assumiu a função de engenheiro calculista estrutural no escritório de projetos do Professor Francisco Ney Lèbre e Azevedo Pondé (UFRJ) e depois em empresa própria, a Proger Engenharia Ltda, desde 1999 até esta data.


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