A crise na construção civil

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A CRISE NA CONSTRUÇÃO CIVIL

A atual crise nacional na construção civil não possui precedentes. Com o desemprego, o aumento da restrição de crédito e o aumento de juros fizeram com que projetos fossem arquivados, e muitas ofertas excedentes no mercado e obras ficaram paradas até que houvesse um quadro mais apropriado para o investimento.

Essas dificuldades aumentaram muito a lista de desemprego, com 600 mil demissões em apenas um ano e queda de 98% do lucro para empresas novas. Até mesmo a bolsa de valores refletiu esse processo, com queda de 12 bilhões do valor de mercado de grandes empreiteiras.

Motivos da Crise na Construção Civil

A repercussão dos escândalos políticos surtiu um efeito devastador para o setor, que já vinha naturalmente entrando em crise em decorrência da própria economia mundial. Ela também tem como causa as investigações da Operação Lava Jato, que prendeu os maiores executivos de empreiteiras do país, com a OAS e Queiroz Galvão Engenharia passando por recuperação judicial e a queda de 32% de vendas da Odebrecht.

Os escândalos ajudaram a cair a rentabilidade do setor, onde apenas três grandes empresas de construção civil conseguiram crescer em 2016. O que demonstra o poder que o setor tem sobre a economia brasileira, onde emprega diretamente mais de 3 milhões de pessoas além de milhares de outros serviços atrelados as obras. A construção civil abocanha 6,5% do PIB do Brasil, afirmando sua responsabilidade direta para o desemprego.

Além disso, as empreiteiras possuem dívidas astronômicas com os bancos, podendo levá-los a grandes perdas e concessões de crédito a população e a outros tipos de empreendimentos.

Fora a questão política, o próprio setor alimentou a queda. Com a euforia na construção e no aumento da demanda, houve uma avalanche de construções nas principais cidades do país, que provocou excesso de ofertas, queda nos preços e menos ou até mesmo nenhum lançamento. Muitas empresas demoram uma média de 50 meses para conseguir vender seus imóveis, através de descontos de até metade do preço para movimentar o dinheiro.

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Por isso, a tendência é uma prolongação desses efeitos, com início de melhora lenta ainda em 2017, mas com o prazo mínimo de cinco anos para de fato retornar a índices aceitáveis e prósperos.

Perspectivas de Futuro

O reflexo da crise também atingiu as empresas de material de construção, com aumento elevado do preço de produtos e de serviços: cerca de 13%. O comércio é o primeiro setor a transmitir os efeitos inflacionários, que se traduzem na forma de perdas do poder de compra.

Mesmo com a economia longe de voltar aos trilhos, há mais confiança nela e na política brasileira, inclusive pelas execuções das investigações da Operação Lava Jato.

Para os comerciantes, a expectativa é grande para o segundo semestre de 2017. Em geral, esse período do ano não tem pagamentos de IPTU, IPVA, material escolar e outros valores que pesam no orçamento de janeiro a junho, o que permite mais flexibilidade para comprar materiais de construção e tocar as obras de imóveis.

As construtoras começam a se organizar para obras já previamente contratadas e que estavam congeladas pela crise. Com novo fôlego, elas estão saindo do papel e já indo para a fase de contratação e compras. Tudo ainda de forma lenta, mas o suficiente para oferecer confiança e estímulo ao país.

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