como fazer orçamento de obras

Quais os elementos necessários para um orçamento de obras bem feito?

Planejamento. Basicamente, isso é o necessário para realizar um orçamento de obras bem feito. Porém, esse planejamento envolve muito mais do que apenas pensar no que fazer e como fazer. É necessário realizar uma série de procedimentos para garantir que não haverá surpresas desnecessárias. Na prática, há uma grande quantidade de itens que precisam ser levados em consideração durante a elaboração de um orçamento de obra.

Mas como é difícil planejar sem um ponto de saída, o Tribunal de Contas da União (TCU) criou uma cartilha com várias dicas importantes, criando uma espécie de check-list para a execução de um orçamento de obras. Vamos falar um pouco sobre essa cartilha, complementando o que já foi descrito pelo TCU.

Os elementos necessários para um bom orçamento

Primeiro, é preciso uma retrospectiva da situação do local em que a obra será feita. Dessa forma, antes de mais nada, é preciso dar nome aos bois, identificando quem é o engenheiro responsável pela obra. Além do nome, é preciso o número do registro dele e sua identificação clara, para não haver dúvidas sobre a quem recorrer em caso de qualquer emergência.

E esse é só o começo da parte burocrática. Depois disso, é preciso estar atento a todo o descritivo técnico que envolve a obra em questão. Esse é o momento de maior atenção, pois a descrição precisa ser completa, sem qualquer tentativa de abreviação. Materiais usados, tipo de obra, profissionais possivelmente envolvidos e devidamente identificados, especificação das leis seguidas para o padrão da obra em questão e depois, colocar em registro todas essas informações.

Depois disso, é preciso olhar uma série de fatores importantes para os serviços de engenharia. Entre os itens citados pelo Tribunal de Contas da União, destacam-se:

– Memorial Descritivo: além da descrição detalhada do que será feito na obra, é preciso englobar as soluções técnicas adotadas no projeto, explicando porque elas são necessárias e justificando como os desenhos de projeto serão colocados em prática

– Especificações Técnicas: as especificações funcionam quase como um contrato. Serão fixadas todas as regras e condições que precisam ser seguidas tanto pelo contratado quanto por quem vai executar. Aqui, é preciso explicar materiais, equipamentos, componentes, métodos e sistemas construtivos e como serão executados os serviços em questão

– Caderno de Encargos: nesse espaço, é anexado o Memorial Descritivo e especificado como cada pagamento será feito. As Especificações Técnicas também devem ser anexadas, junto aos critérios de medição e como serão quitados os serviços da obra.

– Memória de Cálculo de Quantitativos: é a metodologia utilizada aqui especifica o valor da obra por metro quadrado, complementando eventuais faltas que acontecem durante a criação do Memorial Descritivo e Especificação Técnica.

– Cronograma: nesse momento, é feita uma representação gráfica de quando os pagamentos são feitos conforme a obra avança. Dessa forma, o percentual financeiro e de obra serão acompanhados, para que possam ser previstos eventuais atrasos e conhecer o valor de cada etapa do projeto.

Além desses itens, ainda há um ponto muito específico que precisa ser discutido: a questão de custos. Mas para isso, é necessário abrir um tópico a parte.

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A questão dos Custos e Despesas

Embora muitas pessoas acreditem que essas duas palavras significam a mesma coisa, é preciso entender as diferenças entre Custos e Despesas.

Custos são todos os valores somados para a obra em questão. Seja em produção ou prestação de serviços, os custos envolvem tudo até a entrega da obra. Materiais, mão de obra, documentação e eventualidades precisam ser inclusos como custos. É importante lembrar que embora o custo seja tudo que envolve a obra até sua entrega, eles podem ser parcelados e pagos até depois dessa entrega, pois muitas vezes eles envolvem valores elevados.

Já as despesas são todos os valores que envolvem a manutenção da obra em questão. Exemplos principais são luz, segurança, água, tecnologia, terceirização e assim por diante. No final das contas, esse valor pode ser rotativo, e mesmo com uma previsão segura, podem acontecer sazonalidades nos seus valores, e embora sejam constantes, podem chegar a um valor final insignificante comparado ao restante dos valores da obra.

É importante definir quais os custos e quais as despesas pois assim é possível mensurar as receitas necessárias para o processo de uma obra, trazendo um panorama abrangente do que é necessário em cada etapa da construção. Lembrando que mesmo reformas precisam ter esse tipo de previsão, pois em alguns casos, o valor final pode não justificar a reforma, sendo mais interessante uma construção nova, com projeto reiniciado do zero.

O BDI, ou Benefício e Despesas Indiretas

Ainda é importante lembrar que existe uma taxa orçamentária chamada de BDI, que corresponde às despesas indiretas referentes ao imposto sobre o preço de venda e à remuneração do construtor. Essa taxa precisa ser levada em conta sobre todos os custos diretos de um empreendimento, que envolve os serviços compostos de materiais, a mão de obra utilizada no processo e os equipamentos locados ou comprados especificamente para a obra.

É importante lembrar dessa taxa pois ela interfere diretamente no custo final da obra, sendo também a base mais importante para consideração do preço final de venda da obra em questão. Para o caso de reformas de espaços públicos ou locados, ele também ajuda a estabelecer uma média de valores de aluguel e retorno sobre a locação.

Recapitulando

Resumindo, para executar um orçamento de obra completo, é preciso o Memorial Descritivo, as Especificações Técnicas, o Caderno de Encargos a Memória de Cálculo de Quantitativos e um Cronograma. Com tudo isso em mãos, define-se quais serão os custos e as despesas da obra, somando-se no final o BDI. Com tudo isso, chegamos ao valor final, considerando custos profissionais, técnicos, burocráticos e de equipamentos.

A princípio, pode parecer difícil realizar um orçamento de uma obra, porém, basta seguir esse processo e tentar mantê-lo o mais detalhado o possível. Quanto mais detalhado deixamos esse orçamento, mais fácil será identificar pontos onde os custos podem ser reduzidos, discrepâncias e soluções alternativas à proposta original da obra, criando diferenciais competitivos comparado a outros orçamentos.

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