Como analisar uma composição de preços unitários

Toda e qualquer obra de engenharia que será feita precisa de um orçamento contendo todos os custos necessários para amparar cada etapa do serviço. Como o mercado da construção civil apresenta uma expansão expressiva nos últimos anos, muitas empresas adotam medidas mais competitivas para se manter no mercado, aumentar os lucros e agregar resultados positivos.

Em virtude disso, essas empresas necessitam fazer orçamentos ainda mais analíticos, a fim de ter uma economia nos custos e ter noção de quanto custará as despesas e controlar os gastos disponíveis.

Em geral, todo orçamento é feito em composições de custos singulares. Expressos em tabelas, essas despesas detalham todos os gastos que são feitos na execução do serviço, tendo o valor de cada insumo utilizado na obra. É dessa forma que engenheiros, arquitetos e outros profissionais da construção analisam a composição da obra, qual o tipo de insumo considerado e como ter conhecimento de preços em conta para aquisição de produtos e materiais para o serviço.

Como são as bases dessa composição analítica?

Tela OrçaFascio

Como dito anteriormente, o orçamento é composto por tabelas. Muita gente ainda tem dúvida em como baseá-las e quais detalhes precisam estar no orçamento. De modo geral, é bom estabelecer cinco tabelas principais para ter um âmbito do quê a obra irá gastar:

• Insumo: todos os elementos usados no serviço precisam ser informados. Mão de obra, equipamentos, materiais, ferramentas e outros utensílios podem ser informados nesse setor;

OrçaFascio Insumo

• Unidade: é a medida de compra ou cotação do insumo (m², m³, kg, etc.);

OrçaFascio unidade

• Índice: é o coeficiente que determina a quantidade de insumo para cada unidade de serviço na obra realizada;

OrçaFascio Coeficiente

• Custo unitário: é quanto custa adquirir cada item do insumo por unidade;

OrçaFascio Custo unitário

• Custo total: é a multiplicação do custo unitário pelo índice.

OrçaFascio Total

Outras informações também podem ser implantadas no orçamento, caso seja necessário, para ter maior facilidade em compreender os valores que estão sendo gastos e controlá-los a fim de usá-los sabiamente:

• Encargos sociais

• Descrições do serviço

• Códigos de controle

Como é visto a composição analítica de custos na prática?

Para facilitar a compreensão, segue um exemplo de como estabelecer essa composição analítica de custos na prática. Se fosse realizado uma construção de alvenaria simples, o orçamento poderia ser feito da seguinte forma.

• Código: 01.001.00A (para uma melhor compreensão)

• Descrição: alvenaria de vedação com blocos de cerâmica com medidas de 10x20x20 cm com furos horizontais, parede de espessura de 8 cm, juntas de 9 mm com argamassa mista com cal e areia não peneirada de traço 1:4 e 100 kg de cimento

• Insumos: pedreiros, serventes, blocos de cerâmica e a argamassa mista de cal e areia não peneirada

• Unidade: nesse caso, é bom definir a unidade com a qual será trabalhada. Para simplificar o exemplo, usaremos o m² como a unidade de descrição para a obra de alvenaria. Em relação aos insumos (pedreiros e serventes), utiliza-se a unidade h (homem-hora), que é a medição de trabalho que o servidor exerce sua função a cada hora. Para os blocos de cerâmica e a argamassa mista usa-se o m³.

• Coeficiente: é a incidência para cada insumo usado em 1 unidade de serviço. Dependendo de quanto seja o consumo de sua empresa, esse valor pode variar. No exemplo acima, vamos adotar o valor de 0,64 a hora de pedreiros e serventes para cada 1 m² de alvenaria trabalhada.

• Custo unitário: é quanto custa cada unidade de insumo usado na composição do serviço

• Custo total: é o valor total dos insumos, multiplicando-se o valor unitário pelo coeficiente de consumo. É importante deixar claro que toda a somatória desse total resulta num valor sem taxas.

Acesso a banco de dados
Alguns profissionais ainda podem ter certa dificuldade em realizar a contabilidade desses orçamentos e alguns podem até nem ter conhecimento da estruturação dessa composição de custos. Com o objetivo de facilitar a vida de quem atua nesse setor, existem alguns tipos de composições analíticas de preços unitários que podem ser utilizados para ter um controle de quanto se gasta na realização de um serviço.

Dependendo do tipo de obra que está sendo feita, o porte da empresa que a executa e outros fatores, esses modelos de banco de dados podem servir de parâmetros para suas obras e ter uma fonte confiável dos gastos feitos.

FDE

É a Fundação para o Desenvolvimento da Educação. O fornecimento da base pública, que é gratuita, é muito usado para construção de patrimônios públicos e particulares de pequeno a médio porte como escolas, unidades básicas de saúde e centros comunitários.

SINAPI

É a base de composição de custos oferecida pela Caixa Econômica Federal. É muito utilizado para realizar orçamentos de imóveis construídos pelo programa Minha Casa, Minha Vida, mas pode ser usado para calcular construções de pequeno e médio porte. Também é gratuito e pode ser adquirido diretamente no site da Caixa, vale ressaltar que a Sinapi é obrigatória para obras de construção civil nos órgãos federais através do decreto 7983/2013.

SICRO

O SICRO é outro modelo bastante utilizado, uma vez que oferece uma base completa de infraestrutura, com direito a consultas de auxílio de serviço tanto para realizar cortes e conferir descrições e detalhes sobre os serviços que estão sendo feitos. Além de ser gratuito, o SICRO serve como referência para obras de grande porte, pois oferece suporte para custos para obras prediais, de infraestrutura e outros patrimônios residenciais e comerciais a Sinapi é obrigatória para obras de infra estrutura nos órgãos federais através do decreto 7983/2013.

SBC

O SBC também fornece um modelo concreto para fazer composição de custos. No entanto, é um serviço pago, mas garante ótimos resultados para quem precisa fazer orçamentos de obras comerciais e residenciais, com dados atualizados, contendo mais de 12.000 composições e 16.000 insumos de 24 capitais, o OrçaFascio é um parceiro oficial da base SBC.

E outras bases como:

ORSE, SEINFRA, CAEMA, CPOS, SIURB, SETOP, SUDECAP, IOPES, AGETOP.

Mesmo tendo vários modelos de base para fazer a composição de custos analíticos, a melhor sugestão é que a própria empresa adote seu modelo de orçamentos. É bom pesquisar alguns modelos, como esses citados acima, para construir suas tabelas e calcular suas despesas, porém a empresa pode elaborar sua própria composição de custo, a fim de ter sua própria leitura, conseguir gerar relatórios e economizar tempo, dinheiro e aumentar a produtividade durante o serviço. Nos possuímos a ferramenta certa para sua empresa acesse OrçaFascio .

Ainda não usa o Orcafascio.com para elaborar orçamentos de suas obras? Solicite uma demonstração GRÁTIS e ganhe 7 dias para testar.

Fale com um especialista Orcafascio

😁 Gostou? Deixe seus comentários.